Caminhando com a arte

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Ainda muito pequena, desenhava casinhas. Em um desses gratos momentos em família, a minha mãe perguntou: “Luli, por que as suas casinhas não tem telhados/”. Eu respondí: “Porque eu quero ficar pertinho de Deus!”. A minha mãe sorriu ternamente.

Muito tempo se passou, dentre tantas incursões no meu caminhar, atuei no teatro, me formei como Visual Merchandiser e Designer de vitrines, até que despertei para as artes plásticas. E aqui estou, conciliando as minhas criações, exposições e os meus projetos sociais.

Para informações, encaminhar uma mensagem para Analucia Toledo colagemcontemporanea@gmail.com

Criação de objetos utilitários, conceituais e decorativos;

Aulas individuais e/ou grupos ), Crianças e adultos;

Projetos Sociais em ONGs, Comunidades, empresas.

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A nossa exposição têxtil agora em Porto Alegre

A Exposição Côncavo e Convexo faz parte de uma trajetória nas curadorias que realizo. Há alguns anos, acompanhando nossa existência no planeta e as urgências que envolvem isso eu lancei uma exposição com temática voltada para O Tempo & o Quinto Elemento. O Tempo envolve a tríade da família/trabalho/vida, mas o Quinto elemento, desconhecido ainda, viria, através da criação do artista, como uma sugestão dele como mais um caminho para essas insurgências todas, que nos cercam. Como esse tema envolve toda a nossa vida, e como a exposição aconteceu e acabou, era preciso dar continuidade a essa pesquisa existencial. E, então, eu inseri a temática do Vamos Colorir o Mundo, incitando o artista a mostrar que se quisermos mudar o mundo caótico em que vivemos, deveríamos começar por nossas próprias atitudes. Então, na curadoria do Vamos Colorir o Mundo a proposta era que todos gritassem contra tudo o que os incomodava ou que enaltecessem tudo o que construímos de bom, e tudo o que nos foi dado gratuitamente na natureza, para que permanecesse e não fosse destruído. Tanto na natureza como conhecemos quanto na natureza humana, igualmente fundamental nesta questão. E as obras bailaram em cores! E os gritos saíram da garganta e foram para o Universo. E sementes foram lançadas. E germinam. E germinarão para sempre. A curadoria seguinte, temática desta exposição, girou em torno do Côncavo e Convexo, do Positivo e Negativo. O que eu procurei explorar, nesse crescendo de curadorias temáticas que se sucediam em elos, uma continuando a outra, em trajetórias intimamente ligadas? Eu queria que os artistas tivessem uma experiência. Que não apenas pensassem, pesquisassem e refletissem sobre o assunto, como vinham fazendo até então. Era preciso a prática. A experiência. E, então, eu propus um trabalho em dupla. Um trabalho que se completasse no outro, que desse importância ao outro como uma extensão de si mesmo. E para que os artistas não se perdessem em seu próprio universo, propus que seus trabalhos não fossem independentes: eles teriam de ser feitos com o mesmo material artístico para ambos os artistas e um deveria completar o outro. Técnica e conceitualmente. Por isso o tema. O Côncavo e Convexo exploraria as formas e a matéria e o Positivo e Negativo exploraria as cores e o imaterial. E desta forma estas artistas trabalharam: em duplas e uma completando o seu trabalho com o trabalho da outra. Mas não sem antes escolherem os tecidos, as cores, o motivo, a concepção e as técnicas. Pensando juntas e fazendo separadamente. E o resultado foi uma exposição maravilhosa, esteticamente equilibrada e linda, e conceitualmente completa. Pequena e enorme, ao mesmo tempo. Com poucos trabalhos, mas, com um conteúdo imenso! Uma das artistas explorou a temática sozinha, dispensando o trabalho em dupla. Por questões que a impediam de realizar seu trabalho com outra pessoa, sua obra não deixou de ser menos conceitual que as outras. Veio cheia de profundidade e trouxe uma questão importantíssima para a época atual, assim como as outras obras. Um dia essa exposição também vai virar passado, como as outras. E assim como todas, deixará sementes plantadas que germinarão no futuro. Porque arte é assim: arte gera vida. Só a vida que temos não nos basta. É preciso que tenhamos, também, outra vida sobressalente. E só a arte pode nos oferecer isso. Portanto, gratidão a todas estas artistas, e a todos os outros, também, porque mesmo que não tenham consciência disso, eles são como nosso oxigênio: não podemos viver sem eles e sua produção. Dependemos de uma produção artística para sermos felizes, para continuarmos nossa busca. O conteúdo e a beleza que encontramos nos trabalhos de arte nos empurram para frente, nos estimula, nos inspira!
Cíça Mora
(Curadora)